Colégio Estadual do Paraná debate o futuro ambiental do Estado

Notícia em Foco / 16-05-2012 / 14:18

Dialogo educacional sobre a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, foi tema do evento “Rio+20 e o Futuro Ambiental do Paraná” promovido pelo CEP(Colégio Estadual do Paraná), em Curitiba, na manhã desta quarta-feira (16). O evento contou com a participação do presidente da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Luiz Eduardo Cheida (PMDB) e do vice-presidente da comissão, deputado Rasca Rodrigues (PV). Entre os deputados estiveram como debatedores os jornalistas João Rodrigo Maroni (Gazeta do Povo), Adriana de Cunto (Folha de Londrina) e Marcos Scotti (Revista Bem Público) e aproximadamente 850 alunos do ensino médio e professores.

O deputado Cheida falou sobre os avanços, retrocessos e perspectivas para a Rio+20. Segundo ele, é preciso cooperação entre os países para que tratados importantes possam ser destravados e funcionem na prática. “Vinte anos depois da Eco92, a Rio+20 acontece sob o mesmo desafio: como conciliar desenvolvimento e preservação ambiental? Antes de tudo, é preciso exigir compromisso. De nada adianta criarmos documentos como o Protocolo de Kyoto, por exemplo, se países poluidores como os Estados Unidos não se submetem às diretrizes. Está na hora de um acordo global”.

“É muito importante este intercâmbio entre os jovens e outros componentes da sociedade, pois são eles que irão conscientizar as próximas gerações”, ressaltou o deputado Rasca. Os jornalistas levantaram questões sobre código florestal, punição para quem degrada; empresas do setor naval e de exploração marítima, que estão envolvidas nos empreendimentos voltados ao pré-sal; erradicação da miséria, preservação da biodiversidade da Mata Atlântica do Paraná, entre outros. Os estudantes do CEP questionaram sobre as políticas setoriais, como a ZEEC (Zoneamento Ecológico Econômico Costeiro do Paraná).

Um grupo de alunos foi capacitado pelos professores de sociologia, geografia e biologia, para relatoria no sentido de apresentar as revindicações necessárias para o futuro ambiental do Estado. Esse documento será levado de forma oficial para Secretaria do Meio Ambiente junto a Coordenação das Ações da Agenda 21 no Paraná e para Comissão do Meio Ambiente da ALEP.

Os alunos tiraram dúvidas e fizeram sugestões. O que mais chamou a atenção de Caroline Cartelli, aluna do segundo ano, foi a relação entre agricultura e proteção ambiental “Acredito que esse é um dos principais impasses. Talvez o poder público deva incentivar mais os produtores a preservar o meio ambiente, pois eles dependem da atividade rural e nem sempre é viável seguir à risca as regras”. Ela avaliou positivamente o debate. “Foram levantadas informações muito importantes, que poderemos passar para a nossa família e para as futuras gerações”.
Segundo o professor de sociologia Arthur Conceição, um dos coordenadores do evento, a partir dessa discussão o colégio vai formar grupos de trabalho para atividades extracurriculares em torno da proteção da biodiversidade e interesses da sociedade civil organizada. “O debate de hoje é o pontapé para um relatório que os estudantes estão escrevendo para entregar aos orgão públicos e ser debatido em novembro na ALEP. A ideia é acompanhar as ações dos deputados em torno das sugestões, pela mãos dos próprios alunos”.

A diretora, Laureci Rauth, explica que a iniciativa faz parte do projeto Escola Sustentável, que envolve desde o cuidado em aumentar a quantidade de alimentos orgânicos na merenda escolar e a coleta de lixo no colégio até a questão pedagógica dentro da sala de aula. “O colégio precisa trazer discussões como parte da formação dos nossos futuros dirigentes. Estamos cumprindo a nossa função de propor a transformação e cobrar do poder público ações efetivas”. O Colégio Estadual do Paraná tem 7.100 alunos, do ensino fundamental e médio, profissionalizante e centro de línguas.

Itaipu Binacional foi reduto de torturadores em 1970 e 80

Notícia em Foco / 15-02-2012 / 06:24

Idelber Avelar

Arquivos mostram a colaboração dos responsáveis pela construção da usina hidrelétrica de Itaupu na caça, espionagem, repressão, delação e assassinatos de cidadãos brasileiros e paraguaios (e também uruguaios e argentinos) durante as ditaduras do Cone Sul.Pesquisas revelam que de 1973 a 1988 Itaipu foi um reduto de militares e policiais torturadores.

A participação de Itaipu na Operação Condor durante a ditadura. Pesquisas realizadas pelo escritor e jornalista Aluízio Palmar, fluminense radicado no Paraná e autor de Onde foi que vocês enterraram nossos mortos?, e pela Mestre em História pela PUC-SP, Jussaramar da Silva, têm dado, nos últimos anos, mais uma medida de como conhecemos pouco acerca da operação molecular do aparato repressivo da ditadura militar brasileira (1964-1985).

Essas pesquisas, feitas na Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu (PR), no Arquivo do DOPS do Paraná e no Centro de Documentación y Archivo para la Defensa de los Derechos Humanos del Palacio de Justicia, no Paraguai, também conhecido como Arquivo do Terror, mostram a estreita colaboração das empreiteiras responsáveis pela construção da usina hidrelétrica de Itaupu na caça, espionagem, repressão, delação e assassinatos de cidadãos brasileiros e paraguaios (e também uruguaios e argentinos) durante as ditaduras do Cone Sul. Palmar vem publicando textos sobre o assunto nos últimos anos, Jussaramar defendeu sua dissertação em 2010 e anteontem foram publicados outras provas no site Documentos Revelados. Mas o assunto não tem sido tratado com muita atenção pela imprensa brasileira.

Essas pesquisas revelam que de 1973 a 1988 Itaipu foi um reduto de militares e policiais torturadores. Durante a ditadura, as AESIs (Assessorias Especiais de Segurança e Informações), vinculadas à Divisão de Segurança e Informações (DSI) e subordinadas ao Serviço Nacional de Informações (SNI), atuavam em instituições públicas como universidades, autarquias e empresas estatais. A AESI instalada na Usina de Itaupu manteve comunicação constante com os serviços de inteligência brasileiro, uruguaio, paraguaio e, a partir de 1976, argentino. Também trabalhou diretamente em sequestros e assassinatos.

O trabalho de Jussaramar da Silva aprofundou a compreensão do extenso envolvimento de Itaipu no terrorismo de Estado. A AESI-Itaipu não apenas espionava, coletava informações e delatava cidadãos para os serviços de informação brasileiro e cone-sulistas. Ela também cumpria o papel de torturar e matar ou ?desaparecer? suspeitos de atividades ?subversivas? (conceito que, durante a ditadura, como sabemos, era bastante elástico). Entre os inúmeros exemplos, está a informação de que os militares brasileiros responsáveis pelo sequestro e assassinato do médico ortopedista argentino Agostín Goiburú eram vinculados à Assessoria Especial de Segurança e Informações de Itaipu.

No próprio canteiro de obras da usina, operava um aparelho paralelo mantido pelo consórcio de construtoras Unicon, que realizava as ações mais secretas de tortura, assassinato e desaparecimento. Ao contrário das AESIs localizadas, por exemplo, em universidades, que se ocupavam ?somente? da espionagem e da delação, a AESI de Itaipu foi também um braço armado da ditadura militar. É mais um exemplo do que poderíamos chamar a dimensão molecular do terrorismo de Estado, seus desdobramentos cotidianos do próprio bojo do projeto de ?desenvolvimento nacional? impulsionado pelos militares.

Ainda falta muito, mas a cada peça que se desarquiva, ilustra-se de novo o axioma benjaminiano acerca da inseparabilidade entre documentos de civilização (ou de cultura) e documentos de barbárie. Subjacente às grandes obras do progresso, como sua condição de possibilidade silenciosa, há sempre um rastro de sangue. Essa lição não cessa de reiterar sua atualidade.

Campanha: Mascote da Copa 2014 poderá ser o Tatu Bola

Notícia em Foco / 09-02-2012 / 08:06

A Assossiação Caatinga lançou uma campanha ousada para o mascote da Copa 2014 ser o Tatu Bola,  um animal silvestre do semi-árido brasileiro. A camapanha e estremamente inteligente e vem ganhando cada dia mais  seguidores.  

http://www.acaatinga.org.br/index.php/2012/3881/

 

 

Garibaldi e Sacis e a Insanidade Policial

Notícia em Foco / 07-02-2012 / 07:18

Por Arthur Conceição

Sol, alegria e marcha de carnaval. Manifestação popular na sua pura essência no sentido de proporcionar felicidade e paz para a cidade, ao coro dos cantores carnavalescos junto do ritmo dos tambores. É assim que o grupo pré-carnavalesco Garibaldis e Sacis faz, há mais de doze anos, no centro velho da cidade de Curitiba. Tudo começou com um carrinho puxado pela mão que, ao seu redor, trazia somente um número pequenos de seguidores.

  Hoje os puxadores da velha marchinha de carnaval vão em cima de um pequeno caminhão seguido por uma multidão, sem perderem o embalado da alegria carnavalesca. Da roda de amigos cantores passou a ser uma grande manifestação popular que integrou a tradição cultural da capital paranaense.  Toda essa alegria contagiante foi quebrada ao som das bombas de lacrimogêneo e gazes de pimenta da Polícia Militar, que levou os foliões a entrarem em desespero. Motivo político ou não, tudo começou por uma situação isolada de vandalismo contra uma viatura policial.  Essa situação poderia ter sido reprimida com uma simples contenção dos “insurgentes”. Mas a polícia militarizada não atuou apenas contra um pequeno grupo de “baderneiros”, mas avançou sobre todos os populares.

  O conjunto policial militarizado tratou a coletividade como vândalos, usando do maior rigor de violência dentro de uma sincronia policial de ocupação geral da via pública. Esse comportamento foi de guerra e um pensamento totalmente militarizado. Essa foi mais uma prova de uma polícia militar despreparada, que não consegue gerenciar uma crise atendendo aos preceitos de cidadania. Transformaram o maior centro de manifestação popular da capital paranaense num campo de guerra. Essa atitude foi uma verdadeira insanidade policial. Muitas pessoas ficaram feridas, e força da Polícia Militar foi totalmente desproporcional, sem nenhum senso de racionalidade. A polícia foi mal conduzida e totalmente irracional na sua ação.

  A Polícia Militar ainda opera com conceitos dos anos de 1970, e seus policiais são treinados nos mesmos preceitos e disciplina do Exército por meio do RDE (Regimento Disciplinar do Exército). Esse é um dos fatores que leva os subordinados a não pensarem e agirem justificando a ação em nome da cidadania e justiça social.

  Agora nos surge a dúvida de quem mandou realizar essa ação contra os carnavalescos. Dentro de todo esse aparato militarizado será difícil encontrar o culpado. Mas sabemos que, para mover uma tropa de choque, necessária se faz a autorização do comando.  Será que esse era um treinamento de situação real para a Copa do Mundo de 2014? Mas se o governo agir dessa forma num evento esportivo de tal envergadura como as Copas haverá sérios problemas de diplomacia. E o governo estadual quer montar UPPs (Unidades Policiais Pacificadoras) no Paraná com essa polícia desprepara que temos? Formular grandes projetos com o Paraná Seguro não adianta de nada se não investir em mudança de comportamento.  O que será de nossa população mais humilde dos grotões desse estado?

L. Arthur Conceição – jornalista e cientista político

 

 

Porto Belo em Santa Catarina expande o turismo de velejadores e amantes de barcos de luxo

Notícia em Foco / 16-01-2012 / 10:00


O turismo está renovando esperanças em Porto Belo, de 15 mil habitantes, localizada na região da Costa Verde, litoral norte de Santa Catarina. Com apoio do Ministério do Turismo, a cidade acaba de ganhar um píer público e executa obras de saneamento básico que animam comerciantes e trabalhadores locais e dos arredores.
Na sexta (9), a população de Porto Belo foi às ruas para prestigiar a inauguração do Píer Turístico Municipal. O Grupo Alegria, que mantém viva a dança folclórica açoriana, recepcionando os visitantes, estava lá. A expectativa de aumento no fluxo de turistas nos próximos meses, principalmente de passageiros dos navios de cruzeiros, anima a turma de senhoras.“Quanto mais turistas melhor. Não só para o comércio de Porto Belo, mas também para o das cidades vizinhas”, diz a professora Vera Pires, 56 anos, acompanhada da Dona Maria que, aos 81, ajuda a manter a tradição herdada dos colonizadores de Santa Catarina.

Rosita e Rosiana Paulino, mãe e filha, não vêem a hora de a venda de sorvetes deslanchar. Do quiosque, posicionado estrategicamente em frente ao píer, torcem pela chegada dos turistas de terra e mar. O empreendimento, embora tenha a população local como clientela cativa, é também uma aposta nas possibilidades abertas pelo turismo, atividade que emprega 1/5 da população de Porto Belo.

Os bons ventos sopram também na Associação dos Pescadores Artesanais de Porto Belo, que ganhou dez vagas no novo terminal. Ali, ficam os barcos de pesca que no verão são utilizados para passeios com turistas. “Os passeios rendem bem mais do que a pesca. Com o crescimento do turismo, queremos trazer mais pescadores para a associação”, revela o presidente da entidade, Rogério Silva, nascido e criado na região.

O píer, que integra um conjunto de obras que busca a revitalização da faixa litorânea do município, sintetiza a aposta da população local de que o turismo pode significar dias melhores para todos. Quando aumenta o número de turistas – como se espera que aconteça na atual temporada de cruzeiros em Porto Belo – crescem as vendas no comércio, as possibilidades de surgimento de novos empreendimentos, postos de trabalho e circulação de riqueza. E assim, a roda do turismo vai girando. Como uma ciranda.

Copa do mundo 2014: Sete estádios da Copa estarão prontos este ano

Notícia em Foco / 16-01-2012 / 09:58


Os investimentos previstos nas arenas que vão sediar os jogos do Mundial de 2014 somam R$ 6,7 bilhões, entre recursos locais e federais. Em 2011, o BNDES aprovou e contratou financiamentos num total de R$ 3,6 bilhões para apoiar reforma e construção. Os recursos estão disponíveis através do programa ProCopa Arenas e o limite para cada contrato é de R$ 400 milhões ou 75% do valor da obra. Pelo ritmo, as arenas de Brasília, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, Fortaleza, Curitiba e Cuiabá devem estar concluídas até o final deste ano.
ESTÁDIO NACIONAL – O cronograma do Estádio Nacional, em Brasília (DF), está em dia e a previsão é de que seja entregue no fim deste ano. Ao final das obras, a capacidade será de 71 mil pessoas, o que são 26 mil lugares a mais que antes das intervenções quando o local podia receber 45 mil pessoas. As pilastras que rodearão as arquibancadas pelo lado externo e dão sustentação à cobertura já estão visíveis. Brasília vai receber sete partidas da Copa do Mundo de 2014, uma delas com a Seleção Brasileira em campo, e também será palco da abertura da Copa das Confederações, em 2013. O Estádio Nacional terá cobertura em estrutura metálica, novas arquibancadas, eliminação da pista de atletismo e rebaixamento do gramado.

MINEIRÃO – O Mineirão, em Belo Horizonte (MG), terminou o ano de 2011 com 1,5 mil operários nos canteiros de obra. As demolições internas e externas estão concluídas, cerca de 85% do trabalho nas fundações internas e 75% nas externas terminaram. O estádio terá capacidade para 67 mil pessoas e será o local, já em 2012, de três partidas da Copa das Confederações e de seis da Copa de 2014. As obras estão em andamento e o prazo de finalização é 21 de dezembro deste ano. Uma das intervenções no Mineirão é o rebaixamento do campo em 3,4 metros, medida que vai aproximar os espectadores do local do jogo. As mudanças incluem recuperação estrutural, instalação de telões e construção de novos acessos à arena.

CUIABÁ – A Arena Pantanal encerrou 2011 com quase 40% da obra, que será entregue em dezembro deste ano, concluída. As etapas de drenagem e fundação do estádio de Cuiabá estão avançadas, em fase de conclusão, incluída a terraplanagem do campo de futebol. O estádio José Fragelli está em obras de reforma e modernização, que entre outros benefícios, vai resultar na ampliação de capacidade de público. Quando foi inaugurado, em 1975, o estádio deveria abrigar 50 mil torcedores, mas essa capacidade foi reduzida para 35 mil. As atuais intervenções vão permitir que até 43,6 mil espectadores ocupem o espaço. A Arena Pantanal vai abrigar quatro partidas da Copa. Hoje, trabalham nas obras 650 pessoas e este número deve chegar a mil em 2012.

ARENA DA BAIXADA – Em Curitiba, os investimentos na Arena da Baixada são de R$ 234 milhões para obras de reforma e adequação aos padrões. O estádio chegou ao final de 2011 com o cronograma mantido e a obra deve ser entregue ainda em dezembro deste ano. Uma das principais mudanças será a ampliação da capacidade do estádio para 42 mil pessoas e as intervenções também incluem a finalização de uma arquibancada, além da adequação de setores vip, tribuna de honra, hospitalidade, imprensa, vestiários. A reinauguração do estádio paranaense está prevista para março de 2013, mês em que Curitiba celebra aniversário.

CASTELÃO – Mais da metade das obras do Castelão está concluída. São 53% de execução das ações que se dividem em quatro fases simultâneas, sendo que duas estão concluídas. O estádio, que deve estar pronto em dezembro deste ano, é um dos que estão com as obras em estágio mais avançado, e será a maior arena do Norte/Nordeste, com capacidade para 67 mil pessoas. Hoje, cerca de 600 funcionários já trabalham numa estrutura governamental edificada ao lado do Castelão.  As mudanças abrangem o rebaixamento do campo em quatro metros para garantir visibilidade total aos  torcedores e uma cobertura com revestimento termoacústico.

ARENA DA AMAZÔNIA = As obras na Arena da Amazônia têm investimento total de R$ 533,2 milhões, sendo R$ 400 milhões de financiamento federal. O resultado da reforma e modernização poderá abrigar mais de 43 mil pessoas a partir de junho de 2013 e o estádio amazonense será palco de quatro jogos da primeira fase da Copa.  A Arena da Amazônia terá restaurante, estacionamento subterrâneo, acessos para pessoas com deficiência e sistemas de reaproveitamento de água da chuva e de ventilação natural.

ARENA DAS DUNAS – O estádio terá 45 mil lugares, com previsão de término das obras em dezembro de 2013 e os investimentos nas melhorias do estádio potiguar somam R$ 417 milhões, de acordo com a Matriz de Responsabilidade. Neste ano, as intervenções previstas para o estádio foram concluídas antes do prazo estipulado, segundo o governo estadual e a empresa responsável pelo empreendimento. Entre as etapas já concluídas está a demolição do ginásio Machadinho e do Machadão, a drenagem e retirada da rede elétrica e a terraplanagem.

BEIRA-RIO – Os investimentos nas obras do novo estádio do Beira-Rio (Internacional) estão estimados em R$ 290 milhões, a previsão de entrega é dezembro de 2012 e as obras estarão em andamento no final deste mês. Uma das mudanças é a ampliação da capacidade do estacionamento para 8 mil vagas. A arena de Porto Alegre terá moderna cobertura metálica, com proteção para os 60 mil lugares, as rampas e os acessos aos portões.

ARENA PERNAMBUCO- As obras da Arena Pernambuco estão em execução nos turnos diurno e noturno, o que resultou em 30% de ações concluídas ao final de 2011, segundo a empresa responsável. São 2.115 funcionários trabalhando para entregar a arena até junho de 2013. A terraplenagem está concluída. Com um avanço de 85,4%, as fundações estão em fase final de execução.

MARACANÃ – Uma das principais mudanças é a ampliação da área protegida do estádio, que aumentará de 24,35 mil m² para 47,35 mil m², com uma nova cobertura autolimpante e translúcida, que permitirá condições de luz uniforme em toda a arquibancada. Os investimentos somam R$ 883,5 milhões e vão preparar o local para receber 76,5 mil pessoas. A previsão de entrega do Maracanã é para fevereiro de 2013.

FONTE NOVA – As obras do estádio soteropolitano têm um custo previsto de R$ 597 milhões e devem ser finalizadas até dezembro de 2012. Ao final, a Arena da Fonte Nova terá capacidade para 55 mil lugares, cobertura, restaurante panorâmico e estacionamento coberto com 1.800 vagas. Atualmente, a obra está na fase de montagem da superestrutura (peças pré-moldadas e moldadas no próprio canteiro: pilares, vigas e lajes).

ARENA DE ITAQUERA – Em dezembro de 2011, a Arena de Itaquera ultrapassou 20% do cronograma de execução das obras, segundo a empresa responsável. Os investimentos são de R$ 820 milhões, sendo R$ 400 milhões em recursos federais, e a previsão é que o estádio paulista fique pronto em dezembro de 2013. O local terá capacidade para 68 mil torcedores e 3,5 mil vagas de estacionamento. São 48 mil assentos convencionais e 20 mil lugares retráteis, exigidos pela Fifa para a abertura e que serão removidos após o Mundial.

Energias alternativas ganham fundo de US$ 20 milhões do BID

Notícia em Foco / 16-01-2012 / 09:54

Energias alternativas ganham fundo de US$ 20 milhões do BID
Um fundo de investimento de US$ 30 milhões destinado ao setor privado para desenvolvimento de tecnologias limpas e energias renováveis na América Latina e no Caribe, foi criado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento, na última semana. Energia eólica, solar, geotérmica e pequenas hidrelétricas estão contempladas no Fundoi Latino-Americano para Energias Alternativas II.
Empréstimos também poderão ser tomados por companhias de serviço ambiental que trabalham com a gestão de resíduos, biomassa, eficiência energética e projetos de redes inteligentes.

Segundo o BID, que criou o fundo com o objetivo de mitigar o impacto da mudança climática, até 2030 a demanda energética da América Latina e Caribe deve aumentar em 75% e a produção de eletricidade por fontes renováveis representará a metade desta demanda total.

Os gigantes de gelo da Patagônia

Notícia em Foco / 16-01-2012 / 09:51

 Localizados no extremo Sul do continente americano, entre a Argentina e o Chile, os parques da Patagônia são uma oportunidade de explorar as grandes geleiras, em temperaturas que variam de 5°C a 15°C, no ver
 A funcionária da agência de turismo pergunta “tem certeza? São sete horas andando”, quase como se o turista estivesse prestes a cometer uma loucura – no caso, fazer o Big Ice, uma caminhada sobre o gelo do glaciar Perito Moreno, a principal atração de El Calafate, na Patagônia argentina. A geleira é uma das poucas que resistem às mudanças climáticas e continua crescendo todo inverno, ocasionalmente atingindo a terra do outro lado do Lago Argentino – o maior do país – quando isso acontece, a pressão provoca rupturas de blocos gigantescos de gelo que caem no lago, uma cena que muitos visitantes sonham em presenciar, mas que ocorreu pela última vez em julho de 2008.

Confira algumas dicas para aproveitar melhor a Patagônia:

- O melhor jeito de ir do aeroporto de El Calafate para o centro da cidade é com vans que deixam os turistas na porta do hotel. A VES Patagonia (www.vespagatonia.com) ainda oferece uma cartela de descontos em restaurantes, lanchonetes e lojas da cidade.

- Os preços em El Calafate são um pouco maiores que em Buenos Aires, mas eles diminuem à medida que você se afasta do pequeno centro comercial da cidade.

- Para conhecer o glaciar não é preciso depender dos pacotes das agências: há ônibus que partem da rodoviária de El Calafate (Rua Julio Argentino Roca) e vão até o Parque Nacional dos Glaciares. A entrada no parque (AR$ 40 para moradores de países do Mercosul) permite circular pelas passarelas com vista panorâmica para a geleira.

- Se você planeja fazer os passeios no Perito Moreno na alta temporada (verão), é melhor fazer a reserva pela internet; em outras situações, é possível encontrar vagas de um dia para o outro.

- El Calafate tem várias lojas que alugam roupas e botas para as caminhadas no glaciar. O aluguel de cada peça (jaqueta impermeável, calças, botas, mochila) por um dia custa cerca de AR$ 40 e as lojas ficam abertas até a noite para que o turista possa devolver as roupas logo após voltar do passeio.

Torres del Paine

- Não adianta tentar entrar no Chile com frutas; na fronteira com a Argentina, toda a bagagem deve passar por um aparelho de raio X. A mesma regra vale no caminho inverso, mas os guardas argentinos são bem mais tolerantes.

- Na região das Torres del Paine venta muito; cuidado com chapéus e outros acessórios que podem sair voando por aí.

Essencial

O que você precisa saber para planejar sua viagem:

Como chegar

- Não existem voos diretos entre o Brasil e El Calafate: é preciso fazer uma conexão em Buenos Aires; LAN e Aerolineas Argentinas oferecem voos saindo do Aeroparque Jorge Newbery – os voos que saem de Curitiba para a capital argentina descem em Ezeiza, exigindo troca de aeroporto; do Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos há voos que pousam no Aeroparque, facilitando a conexão.

Onde comer

- Viva la Pepa (www.vivalapepacalafate.com) – Emilio Amado, 833. Lanchonete multicolorida que serve sopas, pizzas, lanches e crepes generosos.

- La Tablita (www.latablita.com.ar) – Coronel Rosales, 28. Churrascaria que também tem massas no cardápio. Destaque para o bife de lomo (filé mignon)

- Casimiro Biguá (www.casimirobigua.com) – Avenida del Libertador, 993. Churrascaria um pouco mais cara, mas a relação custo-benefício compensa.

Tem outras duas unidades na cidade: um wine bar e um restaurante italiano.

Onde ficar

- Hostel del Glaciar Libertador (www.glaciar.com) – Avenida del Libertador, 587. Albergue que, além dos quartos coletivos (US$ 18 por pessoa) também tem opções de quartos individuais ou para casal (a partir de US$ 80 até março de 2012), com piso aquecido. Também tem a própria agência de turismo, com diversas opções de passeios. Cobra 10% a mais de quem preferir pagar com cartão em vez de dinheiro.

- Xelena Deluxe Suites (www.hotelxelena.com) – René Favaloro, 3.500. Hotel à beira do Lago Argentino, com piscina aquecida, centro de convenções, sauna, academia e vários outros confortos.

Quartos a partir de US$ 200.

O aviso da véspera retorna à mente durante a primeira hora e meia de caminhada, por uma trilha de montanha, ladeando o glaciar; ao cansaço se junta o fator psicológico de estar tão perto do gelo e não poder ainda pisar nele. Mas, depois desse primeiro teste de resistência, basta amarrar os grampos nas botas, atravessar uma faixa de gelo sujo de terra, trazida pelo vento, e o que parecia glacê de bolo visto de longe se transforma em um impressionante sobe-e-desce branco e azul.

Filetes turquesa sob o gelo indicam onde existe água corrente; quando ela chega à superfície, em forma de lagos, riachos e pequenas cachoeiras, é completamente potável. A ação do vento e da água faz com que a superfície do glaciar esteja em mudança lenta, mas constante, criando desde áreas mais planas até cavernas. As quatro horas sobre o gelo são de caminhada lenta; subir, descer e andar sobre as cristas exigem técnicas diferentes, mostradas pelos guias assim que o grupo entra na geleira. O almoço é feito à beira de um lago, e a latinha de refrigerante só precisa passar alguns minutos mergulhada em uma pequena poça d’água para ficar estupidamente gelada. A hora e meia final, pela mesma trilha do início, é coroada com uma dose de uísque – o gelo, é claro, só podia vir do glaciar.

O Perito Moreno está longe de ser a maior das geleiras do Parque Nacional dos Glaciares, mas se tornou o mais famoso por sua acessibilidade. Felizmente para os menores de 18 e maiores de 50 anos, existe uma versão light do Big Ice: o Mini Trekking, disponível para quem tem entre 10 e 65 anos, tem pouco menos de quatro horas de caminhada, 1h40 das quais sobre o gelo. Mas quem não quiser tanta intimidade com o Perito Moreno também tem opções: admirar o glaciar das passarelas do parque, ou chegar mais perto do paredão branco em um passeio de barco.

Serviço:

Apenas a Hielo y Aventura (www.hieloyaventura.com) tem permissão para guiar os turistas em caminhadas sobre o Perito Moreno; outras agências em El Calafate também vendem o Mini Trekking e o Big Ice, mas os passeios sempre são operados por profissionais da Hielo y Aventura, que cobra AR$ 440,00 pelo Mini Trekking e AR$ 700,00 pelo Big Ice (não inclui a entrada no Parque Nacional dos Glaciares).

É preciso levar a própria comida.

Já o passeio de barco pelo Lago Argentino é oferecido por várias operadoras.

No Chile, a Patagônia é para os amantes das caminhadas

O Parque Nacional de Torres del Paine, no Chile, que na última semana teve 12.500 hectares de florestas nativas destruídas por um incêndio, é um paraíso para os amantes de caminhada: para conhecê-lo bem, com detalhes, recomenda-se passar de três a cinco dias explorando as trilhas dentro da área. Mas quem não tem todo esse tempo (ou disposição) conta com a possibilidade de um bate-volta partindo de El Calafate, já que o parque fica a cerca de três horas, de carro, da capital argentina dos glaciares.

As “torres” propriamente ditas são três picos de rocha exposta, que a natureza levou milênios para esculpir em um processo contínuo: a neve se acumulava e, ao descer, carregava a pedra consigo. Assim, as montanhas, que tinham forma de cone, viraram quase três cilindros. Apesar de serem a atração que dá nome ao parque, nada garante que estarão à disposição do visitante de um dia: o tempo instável nas montanhas pode deixá-las encobertas mesmo que boa parte da região tenha céu limpo.

Um efeito colateral do processo que formou as torres é o surgimento de uma série de lagos em volta das montanhas, cada um deles com suas características e tons de azul que vão do esverdeado do Lago Nordenskjöld (o preferido para fotos de cartão-postal) ao turquesa do Lago Sarmiento de Gamboa. Em alguns deles, as margens esbranquiçadas revelam depósitos de calcário ou de micro-organismos que, juntos, formam uma espécie de esponja, como na Laguna Amarga. Vários dos lagos são interligados, e o parque tem duas cachoeiras principais, o Salto Paine, no Rio Paine; e o Salto Grande, que liga os lagos Nor­­denskjöld e Pehoe – nenhum deles, no entanto, impressiona pela altura.

Durante o passeio, não será difícil encontrar guanacos, um parente da lhama que tem passagem livre pelo parque de Torres del Paine. Eles estão em todo lugar, andando sempre em grupos, e têm preferência para cruzar as estradas. Por mais tentador que seja chegar perto dos animais para um carinho ou uma foto, os guias recomendam manter uma distância prudente, já que os guanacos “atacam” com cusparadas, não sem antes avisar que estão se sentindo desconfortáveis ou ameaçados – se o guanaco perto de você estiver com as orelhas para trás, melhor sair de fininho.

Serviço:

Várias agências de El Calafate oferecem o passeio de um dia a Torres del Paine, saindo no começo da manhã e retornando à noite, com um total de cerca de seis horas dentro do parque. Entre elas estão a Patagonia Backpackers (www.patagonia-backpackers.com), e a Chaltén Travel (www.chaltentravel.com). O preço médio do passeio é US$ 120 por pessoa, costuma incluir almoço, mas não inclui a entrada no Parque Nacional de Torres del Paine.

Um cantinho da Alemanha em Santa Catarina

Notícia em Foco / 16-01-2012 / 09:46

Entre os dias 12 e 22 de janeiro, Pomerode, pequeno município localizado no Vale do Itajaí, no Norte de Santa Catarina, transforma-se na Alemanha brasileira. A Festa Pomerana, que está na 29ª edição, é um convite para apreciar os sabores da culinária alemã e conhecer um pouco mais da cultura germânica.

Divulgação

Divulgação /

Neste ano, novas atrações e decoração exclusiva foram incluídas na programação. Ponto alto do evento, a gastronomia ganha destaque com novos cardápios nos restaurantes típicos dos pavilhões Principal e Cultural, além da participação do Chef internacional Heiko Grabolle assinando o cardápio do Biergarten. A Casa do Café Colonial, repleta de surpresas, e a Casa da Gastronomia, com suas cucas e pães preparados no forno a lenha, receberam ampliações e reformulações.

Já os tradicionais Concursos Culinários terão novas categorias e agora se chamam Concursos de Delícias Caseiras. Nas competições diárias, foram incluídos pratos ainda mais tradicionais da cozinha regional, como o Heringsbrot (Pão com ovo e sardinha), o Recheio de Marreco e o Muss (Doce em pasta). As receitas serão preparadas, exclusivamente, pelos moradores de Pomerode e podem ser saboreadas e julgadas diariamente por todos os visitantes da Festa.

Outra novidade é competição típica “Alles Wurst” – ou em português “É Tudo Linguiça”. Na nova brincadeira, cujo nome foi sugerido pelo público via Twitter, os participantes terão que devorar, no menor tempo possível, uma salsicha bock com tamanho especial de 23 centímetros. Diariamente, as tradicionais competições do Serrador, Lenhador e Chope em metro continuam a desafiar moradores e turistas.

As apresentações culturais tipicamente germânicas permanecem em alta nos pavilhões. O repertório musical genuinamente alemão fica garantido pelas bandas típicas da região pela presença internacional da banda alemã Oktoberfestband Die Kirchdorfer. Além de performances diárias dos grupos folclóricos, mais uma vez, a Festa Pomerana sediará o Encontro Nacional de Danças Folclóricas no primeiro domingo, reunindo dançarinos de todo o País.

Serviço
Festa Pomerana. De 12 a 22 de janeiro no
Parque Municipal de Eventos (Avenida 21 de janeiro, 2150, Centro)
Entradas custam R$ 12 (sextas e sábados) e R$ 5 nos demais dias. Mais informações no site da festa.

SUBSEA 7 ameça floresta de Mata Atlântica no Paraná

Notícia em Foco / 21-11-2011 / 17:30

Mata Atlântica e o desenvolvimento sustentável                                               

         Biodiversidade incomparável por uma riqueza esplêndida e beleza incontestável entre um conjunto de áreas de mangues, rios, cachoeiras e mar. É possível assim definir o litoral do Paraná, que se faz margeado por montanhas de mata nativa por meio de árvores de grande porte. Nelas surgem inúmeras fontes de água cristalina que deságuam sobre a Baía de Paranaguá, que é recortada por dezenas de ilhas tropicais como da Cotinga, Rasa, Pedras, Palmas e Cobras. Nessa formação geológica encontramos a segunda maior baia do Brasil, com uma superfície total de 677 Km2 perdendo apenas para de Todos os Santos na região da Cidade de Salvador, no Estado da Bahia.

         Observando o mapa do litoral sul brasileiro é a fatia mais preservada da Mata Atlântica, cuja localidade possui um importantíssimo estuário lagunar. Tem um ecosistema consideravelmente preservado, que forma um corredor ecológico de floresta continua até o litoral sul do Estado de São Paulo. Nesse trecho encontramos parques nacionais, estaduais e estações ecológicas, reservas particulares de proteção, que chega há um total de 26 áreas protegidas ambientalmente. (mais…)