jun 08
2009Próximo da Rua da Cidadania, no Bairro Fazendinha, uma paisagem nada típica para um bairro com muitos problemas sociais, quando é possível avistar com facilidade uma lona colorida estendida num terreno da prefeitura de Curitiba. É um projeto do município batizado de Circo da Cidade para crianças do Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil (PETI) ou em situação de vulnerabilidade social, atendidas pelos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) da Prefeitura de Curitiba.
Quem passa pelo local vê os trabalhos circenses sendo desenvolvido num cenário tipicamente dos tradicionais e atraentes circos. Nada de animais, porém, movimentado por pura mágia de arte e alegria. Há um ano, quando o projeto foi instalado, a auto-estima das crianças era baixo, agora todas elas andam com a cabeça para “cima” e fazem arte pela arte. A violência não é mais expressada na boca delas, e nas suas expressões o que se tem e pura adrenalina transformada em representações artísticas. É um verdadeiro projeto de resgate social, conscientização e disciplina. Não é somente lições de vida que é encontrado no Circo da Cidade, mas muita fraternidade entre instrutores e alunos. O ambiente já é proprício, porém, a energia e a vontade de aprender entre a garotada é inigualável. As atividades oferecem gratuitamente ao longo do ano aulas em período de contraturno, onde os meninos e meninas aprendem a arte do trapézio, de equilíbrio, do monociclo, de malabares e de palhaço, entre outros.
“O objetivo é oferecer recreação às crianças para que não fiquem nas ruas e permitir que aprendam uma atividade lúdica e bastante divertida”, diz a coordenadora do programa, Sonia Maria da Conceição, da FAS. As crianças também fazem apresentações para familiares, participantes de outros programas sociais da FAS e alunos da rede de ensino público da região. O Circo da Cidade tem capacidade para atender mais de 200 crianças.
Com informações da FAS
