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2009Depois da chacina: bairro curitibano recebe feira do poder público
Artigo Cotidiano / 30-10-2009 / 05:06
Depois da chacina da Vila Icaraí com a morte de oito pessoas, o governo do Paraná e a prefeitura de Curitiba o “Dia pela Inclusão Social”. Somente depois das mortes levou os governantes atender a Vila Icaraí, um dos principais bolsões de pobreza da capital paranaense. Cerca de 1,2 mil famílias vivem na ocupação.
Na feira, as famílias poderão ter acesso a documentos – como carteira de identidade e trabalho – e realizar exames de saúde, consultas jurídicas, entre outras atividades de recreação e lazer. No “Dia pela Inclusão Social” serão oferecidos os seguintes serviços: avaliação corporal, exames de colesterol, glicemia, entre outros; medição de pressão arterial, tipagem sanguínea, fotografia para documentos, carteira de trabalho, carteira de identidade, corte de cabelo, previdência social, assistência jurídica e social, cartório, primeiros socorros, inscrição nos programas do governo (Leite das Crianças, Tarifa Social da Água, Luz Fraterna, Bolsa Família).
E ainda: palestras e oficinas (alimentação, alimentação na gestação, aproveitamento de alimentos, gravidez precoce, elaboração de currículo, cuidados na terceira idade, cuidados ambientais, reciclagem de lixo); atividades esportivas, recreativas e culturais (futebol masculino e feminino, pequenos jogos: bete ombro, frescobol, peteca, muro de escalada), recreação infantil (jogos de gincana, jogos lúdicos, pintura) e cinema.
Além da Cohapar, da Secretaria de Segurança Pública e da Prefeitura de Curitiba, a iniciativa terá como parceiros: Provopar, secretarias de Educação e Saúde, Celepar, Copel, Sanepar, Ipem, Agência do Trabalhador, IAP, Ministério do Trabalho, Defensoria Pública, cartórios, Corpo de Bombeiros, Voluntários em Ação e FAS.
Segundo o Morador Adilson Ribeiro essas coisas só acontecem quando tem repercussão nacional. “O poder público não está ligando para os pobres essas ações e mais um movimento eleitoreiro do que um trabalho social. Os governantes não deveria ter deixado essa ilha de pobreza se instalar aqui”, relata o morador da vila Icaraí.