dez 07
2009Desmatamento é maior causador do aquecimento global
Notícia em Foco / 07-12-2009 / 17:10
A tradicional imagem de chaminés de indústrias soltando fumaças, que antigamente eram o maior ícone de representação da ideia de poluição ambiental, pode ser considerada um mito hoje em dia. De acordo com índices apresentados pelo professor e pesquisador da temática do aquecimento global Fernando Bonato, as indústrias são responsáveis por apenas 1,7% do total de CO2 (dióxido de carbono) emitido anualmente no Brasil, enquanto o desmatamento responde por 52% desse total. O dióxido de carbono é um dos maiores causadores do aquecimento global.
O segundo maior fator poluidor, de acordo com esses apontamentos do Ministério do Meio Ambiente, são as ações da agropecuária, que respondem por 25% da emissão de CO2 na natureza. O setor energético, também considerado grande poluidor, é responsável por 20% das emissões de dióxido de carbono. Já a deterioração dos resíduos domésticos responde por 1,4% da emissão de gases poluentes.
As causas do aquecimento global – desafios e perspectivas – foram o assunto da palestra de Fernando Bonato nesta sexta-feira, durante o Ciclo de Palestras das empresas Risa, Risotolândia e CPDA, da Holding Campodoro. O objetivo foi alertar os colaboradores da empresa sobre a importância de procedimentos simples que podem auxiliar no combate à poluição e na busca de uma melhor qualidade de vida para o futuro.
Segundo Fernando Bonato, além de combater o desmatamento, é importante buscar o incentivo à mudança da matriz energética no Brasil e no mundo. A utilização do petróleo – recurso fóssil, finito e já em escassez no mundo – deve ser paulatinamente trocada por outras matrizes, limpas, menos poluentes e renováveis. No entanto, essa mudança não é simples e provocará danos a alguns setores da economia – basta lembrar quantas pessoas dependem, direta ou indiretamente, do petróleo em sua atividade profissional.
Por isso, de acordo com o palestrante, os próximos anos serão de grandes e drásticas mudanças nos hábitos das pessoas. “Não temos outro caminho senão mudar as atitudes do dia-a-dia, desde ações simples, como a separação do lixo reciclável, até a cobrança de ações enérgicas por parte de governantes em todos os níveis”, afirmou o palestrante.