nov 17
2009Empreendedorismo é solução para famílias de baixa renda
Notícia em Foco / 17-11-2009 / 12:08
O empreendedorismo e a concessão de microcrédito são as melhores experiências para alavancar a economia, proporcionar desenvolvimento sustentável e promover estabilidade para famílias de baixa renda. As políticas públicas de apoio ao empreendedorismo para as classes sociais de baixa renda foram estudadas por Henrique Flory, para conclusão do mestrado na Faculdade Getulio Vargas (FGV), que resultou no livro “Transformando Necessidades em Oportunidades”.
Os programas desenvolvidos para ações de empreendedorismo devem ser feitos por meio de políticas públicas nacionais, estaduais ou municipais e como conseguir a adesão das empresas privadas. “Na verdade, é preciso que haja programas nos três âmbitos governamentais, mas o sucesso dos programas de empreendedorismo e inclusão social só acontecerá se eles forem parte integrante do planejamento municipal, partindo das necessidades e oportunidades decorrentes de realidades locais. Os Programas de inclusão socioeconômica de populações de baixa renda devem, necessariamente, partir das necessidades e características regionais, encontrando seus próprios caminhos através de ações integradas que possibilitem um desenvolvimento sustentável e exeqüível”, enfatiza Henrique Flory.
Ao estudar ações de cooperativismo e empreededorismo de duas prefeituras do interior de S.Paulo (Tarumã – na região de Assis, e S. José dos Campos – no Vale do Paraíba) e a subprefeitura do Itaim Paulista (periferia da cidade de S.Paulo), Flory conclui que há disposição para cidadão participar de programas de incentivo e a maioria dos entrevistados (30%) tinha aberto o próprio negócio: “O município como ponto chave para descentralização governamental, indispensável para as dimensões continentais do país, e é por meio do Planejamento Integrado e Sustentável dos Municípios que as comunidades locais podem decidir seus assuntos de interesse imediato, suas propostas para o futuro, trilhando o único caminho para garantir o exercício da cidadania, utilizando os repasses de verbas estaduais e federais a que têm direito e explorando as potencialidades do município, com vistas a um desenvolvimento auto-sustentável”, conclui Henrique Flory.