Especialista defende recursos para pesquisas sobre clima

Notícia em Foco / 28-05-2009 / 05:09

cais-nossa-senhora-do-rocio1O climatologista Carlos Nobre vem defendendo des do ano passdo junto a Câmara dos Deputados, o investimento públicos para financiar pesquisas científicas com o objetivo de elaborar um mapa sobre a vulnerabilidade dos diversos setores nacionais às mudanças climáticas. Sua principal critica e que os recursos para esse tipo de pesquisa não aparecem no Orçamento da União.”Sem esse mapa, vamos desenvolver políticas públicas sem embasamento”, destaca.

Carlos Nobre no seu relatório lembra que, em uma previsão mais otimista, a temperatura média mundial deve aumentar em 2ºC até o fim do século. Não é possível, segundo ele, reverter o aquecimento, mas é importante tomar providências para atenuá-lo. Segundo ele, o Brasil pode reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, principalmente por meio do combate ao desmatamento, que é responsável por 3/4 das emissões brasileiras.

Na opinião do climatologista, os investimentos em biocombustíveis também são importantes. Ele ressaltou, no entanto, que não faz sentido desmatar para expandir as plantações de cana-de-açúcar, por exemplo.

Desigualdades

O climatologista lembrou ainda que as mudanças climáticas são um fator agravante das desigualdades sociais. Ele afirmou que, no Brasil, o local mais vulnerável ao aquecimento é o Semi-Árido, que vai ficar mais seco, o que diminui a possibilidade de agricultura não irrigável.

O relatório foi entrgue a Comissão Mista Especial de Mudanças Climáticas, em parceria com quatro comissões da Câmara (Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional; Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e Relações Exteriores e de Defesa Nacional) e três comissões do Senado. Esse relatório pode embasar o Brasil a tomar novas atitudes na Convenção das Nações Unidas sobre Mudança Climáticas, marcada para dezembro em Copenhague na Dinamarca, que terá novas rodadas de discussão sobre o Protocolo de Kyoto que foi assinado em 1997.

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