Marina pede empenho para negociações de Copenhague darem certo

Notícia em Foco / 06-11-2009 / 08:53

A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, atribuiu a expectativa negativa sobre as negociações de Copenhague ao fato do processo preparatório não ter avançado, mas disse esperar dos líderes políticos uma atitude que permita sair de Copenhague com uma arquitetura que viabilize a contribuição dos países desenvolvidos para que se alcance a meta de 2050 e dos países em desenvolvimento, “na medida exata da sua contribuição, que é mais da metade das emissões de CO2”.

“Se os desenvolvidos fizerem a sua parte, e nós não, não vamos fechar a conta”, afirmou a senadora, após participar do lançamento do novo produto da Serasa Experian, o sistema Conformidade Ambiental, um instrumento à disposição do mercado para apoiar o desenvolvimento sustentável.

Sobre a indicação da ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil, para chefiar a comitiva brasileira em Copenhague, Marina disse que o importante é levar à conferência propostas de qualidade. “A pessoa que vai liderar esse processo é escolha do presidente, mas o importante são as propostas. Que o Brasil possa ir para Copenhague comprometido com metas, não só para o desmatamento, mas também para energia, agricultura e indústria. É possível termos esse compromisso.”

Ela disse que as propostas que serão apresentadas na conferência ainda estão em discussão, mas ressaltou que o Brasil pode dar uma contribuição efetiva de cerca de 20% a 40% na redução das emissões de CO2. “Essa é a proposta que vem sendo estudada no âmbito do Ministério do Meio Ambiente. Conta com alguma resistência de alguns setores, mas o corte que será feito poderá possibilitar uma contribuição não só pelo desmatamento.”

A senadora falou também sobre a reforma tributária, reforçando a necessidade de se pensar urgentemente em meios para incentivar as tecnologias limpas, as práticas sustentáveis. “Há um custo para a mudança do modelo de desenvolvimento, e isso não acontecerá, se não tivermos os mecanismos para isso”, afirmou Marina. Segundo ela, é preciso sair das ações pontuais e ter uma ação integrada que vise à globalidade dos investimentos que precisam ser feitos

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