Mudança no Código Florestal causa polêmica entre ambientalistas e políticos

Vale a Pena / 08-05-2009 / 13:53

estrada-com-arvore-de-pinus-ricardoA mudança do Código Florestal está numa disputa acirrada entre ambientalistas e politicos. Segundo os ambientalistas a mudança precisa estar voltado ao desenvolvimento sustentável, qual serve para amenizar os efeitos negativos das mudanças climáticas. Um exemplo contrário a mudança é a proposta de redução de áreas de preservação permanente em favor do aumento de áreas agricultáveis. “A natureza está nos dando sinais claros de desequilíbrios, com temperaturas mais elevadas que o normal, secas fora de época em algumas regiões e o excesso de chuva em outras, e a ocorrência de ciclones e os furacões extratropicais. Há muitas pesquisas que nos levam a acreditar que essas alterações já são resultado das mudanças climáticas globais. Nossas ações precisam caminhar para minimizar esses efeitos negativos”, afirma a gerente de Projetos Ambientais da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, Leide Takahashi.


A favor as novas proposta do código está o deputado do Paraná Reinhold Stephanes Junior(PMDB), filho do  ministro da agricultura, qual defende um maior desenvolvimento para áreas agriculturável. “ As  áreas de preservação permanente, cujo tamanho varia de acordo com as condições de cada propriedade, o agricultor ou pecuarista é obrigado a deixar intocado, ou – como é na grande maioria dos casos – restaurar a mata nativa em 20% de sua propriedade. É o que manda o artigo primeiro do Código Florestal.Desta forma, a maioria das propriedades está obrigada a ter esterilizada para a produção 30, 40, 50% ou mais de sua área.Trata-se, portanto, de um contrassenso numa região de vocação agrícola como o Sul do país. Trata-se, igualmente, de uma grave injustiça contra produtores rurais, obrigados a reduzir a sua área de produção e, portanto, reduzir a sua renda” destaca o deputado.
Segundo o argumento dos conservacionistas como da Fundação Boticário e SPVS – Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental, criticam que o aumento das agricultáveis trará muitos prejuízos que benefícios, a médio e longo prazo. “Existem outras alternativas para aumentar a produtividade agrícola, como melhorar o material genético, incrementar as práticas de manejo, agregar valor ao produto e rever a cadeia de valor. Qualquer ganho com o aumento de áreas de produção em detrimento da área natural será localizado. Os danos ambientais, ao contrário, serão coletivos”, avalia a ambientalista Takashi.
Segundo a avaliação das Ongs a preservação permanente ao longo das margens dos rios, e que garante uma certa qualidade da água. Segundo o geólogo e ambientalista João José Bigarella, professor emérito da Universidade Federal do Paraná, ” quanto maior devastação se diminuirá mais a água no lençol freático e consequentemente haverá um maior assoreamento dos rios”destaca. Ainda indignado o professor expõem, “sem uma margem verde nos rio conforme trata a legislação água fica suja, pois recebe grande quantidade de terra e outros sedimentos elevando o tratamento da água. Se  não respeitam a legislação hoje imagina se flexibilizar a mesma”, destaca o professor. Os ambientalista esperam que os países que participarem da 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que acontece em dezembro na Dinamarca, assinem um acordo para reduzir drasticamente as emissões de gases do efeito estufa. As regras definidas nesse acordo entrarão em vigor em 2012. Nesse sentido o código florestal deverá estar consoante com a cordo que o Brasil também será signatário.

Por Arthur Conceição

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