Moradores da Casa do Estudante pedem ajuda financeira

Notícia em Foco / 25-06-2009 / 05:47

Por Arthur Conceição

Os estudantes que moram na Fundação Casa do Estudante Universitário pedem ajuda para os vereadores de Curitiba. Hoje a fundação passa por dificuldades financeiras.  Como saída os estudantes criaram o programa Adote um Morador, apresentado pelo presidente da Fundação CEU, Eliseu Barroso Alves, aos vereadores da capital, na tarde de ontem (24), no plenário da Câmara de Curitiba.

  O programa tem como saída proporcionar melhorias aos moradores da CEU, que são carentes e precisam se estabelecer em Curitiba para concluir seus estudos. A idéia apresentada no legislativo municipal é que pessoas jurídicas paguem a estadia de estudantes na CEU e, em contrapartida, os próprios estudantes devolvem para a empresa o que receberam, em forma de estágio, ou para a sociedade, como prestadores de serviços usando o conhecimento acadêmico para contribuir com a melhoria de vida dos paranaenses.

  Conforme Alves, o projeto é pioneiro no Brasil e precisa, além de ajuda, da divulgação dos vereadores pela cidade, às categorias que representam. “Se alguém duvida da eficiência da Casa do Estudante, exemplificamos que José Richa foi morador, assim como o vice-governador do Estado, Orlando Pessuti. Ambos utilizaram o local até concluir seus estudos na Universidade Federal do Paraná (UFPR)”, finalizou.

Histórico

A Fundação Casa do Estudante Universitário (CEU) faz parte da memória paranaense, sendo um marco da luta estudantil brasileira. A primeira sede da CEU foi na Rua João Pessoal, onde os universitários  reuniram-se e alugaram um simples hotel para abrigar estudantes de outras localidades do Estado e do País. A iniciativa deu-se, na época, pela União Paranaense dos Estudantes (UPE), em 11 de agosto de 1948. Passado um ano da criação, com muita luta, os moradores conseguiram negociar a construção de uma sede própria, com o governo do Estado do Paraná em 1949. A construção atual, encravado no Passeio Público, foi idealizada pela primeira Dama Hermínia Lupion e construída e inaugurada na administração do ex. governador Moysés Lupion, em 1956.

Situação Atual

 Durante os anos de ditadura militar a CEU enfrentou e vem enfrentando muitas dificuldades econômicas. Crises sucessivas nas suas administrações e sem verbas do governo as dividas durantes esses período se acumularam. Nos últimos vinte anos os seus dividendos somam quase a cifra de R$ 1 milhão de reais. Só com o INSS os valores somam R$ 800 mil reais.
 
  Em 2001 a CEU sofreu uma intervenção do Ministério Público Estadual para colocar sua administração em dia. O atual administrador, nomeado pela promotoria de justiça do Estado, José Alcides Marton junto com um Conselho Administrativo, eleito pelos moradores da casa, fazem todos os esforços para melhorar as finanças e a imagem da entidade.

 Hoje, no prédio da Fundação moram aproximadamente 300 estudantes tanto de universidade pública como privada. Dessa totalidade 5 % são vestibulandos. Todos têm contrato de moradia pelo tempo que durarem seus cursos.  A seleção para entrar na casa é rigorosa. Só é concedido vaga para estudantes de outras cidades que comprovem dificuldades financeiras. Cada quarto é para duas pessoas e a contribuição paga por estudante fica em torno de R$ 200. Estão inclusos uso da lavanderia, luz, água e o café da manhã. Outros rendimentos vêm da pousada em Guaratuba que rende R$ 22 mil reais ano e dos 150 leitos que são alugados para grupos de excursões, em qual o lucro médio anual é de 18 mil reais.

  Desde que a casa foi construída nunca passou por uma reforma completa. Atualmente está passando por uma reforma, qual foi vendido o potencial construtivo para prefeitura de Curitiba em 2008, que em contra partida está reformando a Casa. Está sendo trocado toda a parte hidráulica e elétrica e demais reformas. Mas, a saúde financeira da fundação não anda bem.  
 
 

 

 

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