Seminário em Curitiba discute danos causados pelo amianto

Notícia em Foco / 21-05-2009 / 11:28

Trabalhadores na Fábrica de Amianto na Tailandia

Trabalhadores na Fábrica de Amianto na Tailandia

O amianto é uma fibra mineral muito resistente e, por isso, bastante utilizada pela construção civil no Brasil. Entretanto, além de ser um material que causa danos  ao meio ambiente, possui propriedades cancerígenas. Para discutir sobre as consequências causadas pela fibra, aconteceu ontem (20), em Curitiba (Paraná), o seminário “Amianto – Rumo à erradicação da catástrofe sanitária do século XX e seus efeitos danosos”. O assunto foi  discutid  no auditório da Câmara Municipal de Curitiba.

Segundo o médico clínico e pneumologista Hermano Albuquerque de Castro, que participou do evento, as doenças mais comuns provocadas pelo amianto são fibrose pulmonar, câncer de pulmão e doenças pleurais. ” Os reiscos dos amianto já estão comprovados e mias da metade dos trabalhadores empregados no ramos sofrem problemas pulmonar”,destaca.

Dep. Cheida

Dep. Cheida

Esteve também no evento o deputado estadual Luiz Eduardo Cheida, que desde de 2003, formulou um projeto para acabar com a comercialização do aminato no Estado do Paraná, mas ainda não não foi encaminhado ao plenário. ” Tem um lobby fortissimo na Assémbleia para não aprovação desta lei, faz mais de três anos que estamos lutando para que o projeto siga para votação em plenário. A pressão é muito grande pelas empresas junto dos  demias parlamentares.”, realata o deputado.  

Com o objetivo de mostrar à sociedade os malefícios causados ao meio ambiente e à saúde das pessoas que têm contato com a fibra mineral, o seminário também discutiu sobre o projeto de lei municipal que visa à proibição total do amianto em Curitiba.

Ao todo, mais de 42 países já aboliram o uso da fibra, como Chile, Argentina e Uruguai. O Brasil ainda é um dos poucos países que utiliza o amianto. Apesar de ainda não existir uma lei federal que proíba o uso da fibra. Exitem varias leis municipais e estaduais, qual foi considerado constitucional pelo STF.  Fernanda Giannasi, fundadora da Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (Abrea) destaca que alei mais efetiva e bem elaborada e dos Estado de São Paulo. “Somente quatro estados brasileiros já proibiram o uso do amianto: Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Pernambuco”, comenta.  

De acordo com a Abrea, a fibra está relacionada a várias doenças, como cânceres e doenças ligadas ao sistema respiratório. Segundo Fernanda, não há estatísticas de quantas pessoas já foram prejudicadas pelo contato com o material, mas afirma que somente uma empresa já reconheceu e indenizou 567 trabalhadores que tiveram danos causados pela fibra.

Para Fernanda, a principal dificuldade em banir totalmente o material está na questão econômica: “O Brasil é o quarto maior produtor de amianto do mundo”, destaca. Além disso, muitas indústrias utilizam a fibra por ser barata e resistente. “A gente espera que as empresas mudem a tecnologia”, comenta.

Segundo a fundadora da Associação, já há vários materiais e tecnologias alternativas para o uso do amianto, como cerâmica, argamassa, além de fibras sintéticas e telhas produzidas com material reciclado.

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