Transporte sobre trilhos urbanos podem tomar folego no Brasil

Artigo Cotidiano / 07-12-2009 / 17:44

TREM_P~1O Brasil passa a ter tecnologia italiana para construção de trens urbanos através da fábrica de veículos leves sobre trilhos (VLTs) Bom Sinal, com sede industrial no município de Barbalha, região do Cariri, Sul do Ceará.

A fábrica propõem hoje alternativas de veículos sobre trilhos que poderão ser utilizados na operação da substituição de velhos ônibus. Na sexta-feira (23), um grupo representando prefeituras da região metropolitana de Curitiba, órgãos de Estado e um especialista do Labtrans (UFSC) conheceu a experiência de integração de trens e ônibus do consórcio público que gerencia o transporte coletivo do Recife (PE).

¨Há um ressurgimento dos trens urbanos e regionais em todo o Brasil. Queremos que o Paraná esteja integrado este movimento¨, explica o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes. ¨Viemos ao Ceará conhecer a única fábrica nacional de trens urbanos para avançarmos na formatação do projeto do Trem Pé-vermelho. Foi uma reunião importante e produtiva. Aproveitamos para convidar a empresa para o I Seminário do Trem Pé-vermelho, que aconteceu em outubro  na cidade de Londrina¨.

O presidente da Ferroeste ressaltou o empenho do Noroeste do Paraná pelo retorno do trem de passageiros à região. ¨Quero parabenizar a cidade de Maringá pelo seu trabalho em favor do trem pé-vermelho. A presença do presidente da Urbamar na agenda que cumprimos no Recife e no Ceará foi fundamental para o sucesso dos trabalhos¨.

CURITIBA E REGIÃO – O prefeito de Pinhais, Luizão Goulart, que acompanhou o grupo, disse que como secretário da Associação dos Municípios da Região Metropolitana (Assomec) também está interessado em ¨conhecer as alternativas¨ de transporte de massa que podem melhorar o sistema na região de Curitiba.

FÁBRICA – O presidente da indústria Bom Sinal, Fernando Marins, considera que a empresa apostou na estratégia certa: ¨o modal de transporte ferroviário de passageiros ficou abandonado nos últimos 20 anos¨. Os grandes centros, afirma, constataram ¨que o modal sobre pneus está esgotado¨ e o Brasil agora está ¨voltando os olhos para o transporte de passageiros sobre trilhos¨.

Fernando Marins explica que sua indústria desenvolveu ¨um produto que pode utilizar as ferrovias já existentes¨, como é o caso do trem de passageiros Pé-Vermelho que a Ferroeste, prefeitos e universidades do Norte e Noroeste do Paraná querem reativar. ¨O Brasil tem uma quantidade grande de ferrovias abandonadas¨, prossegue Marins. ¨Precisam apenas de reparos e nós criamos um produto adequado a esse tipo de malha¨.

O trecho que será inaugurado pela Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos, em novembro, na região do Cariri, tem 13,6 quilômetros de extensão e nove estações ao longo do percurso, que será feito em 28 minutos pelos trens de passageiros de fabricação nacional. Mais de R$ 25 milhões foram investidos no projeto, que deve ter demanda inicial de cinco mil passageiros por dia. Serão duas composições com tração diesel-hidráulica formadas por dois carros equipados com ar-condicionado capacidade de transporte de 330 passageiros por composição.

 

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