Trem poderá ligar Londrina a Maringá, podendo chegar até Apucarana

Vale a Pena / 28-08-2009 / 04:48

O diretor do Departamento de Relações Institucionais da Secretaria de Política Nacional de Transportes (SPNT) do Ministério dos Transportes, Afonso Carneiro Filho, coordenador do programa de implantação de trens regionais de passageiros, afirmou esta semana, em Maringá, que a reunião com a Ferroeste, universidades estaduais e prefeitos da região ¨vai dar desdobramentos positivos¨ para a retomada do trem de passageiros em treze municípios do eixo ferroviário Londrina-Maringá. ¨A reunião foi muito importante porque mostrou que há um alinhamento forte do Governo do Estado, prefeituras, universidades e Ferroeste¨, disse ele, ¨e com a coordenação do Samuel Gomes, a pedido governador Roberto Requião¨.

Segundo Gomes, o projeto do trem regional de passageiros vai avançar com a elaboração de um estudo de viabilidade, conforme orientação do diretor do SPNT, e a atualização de um convênio entre o Ministério dos Transportes e o Governo Federal, através da Ferroeste e das universidades de Londrina (UEL) e Maringá (UEM). O ministério vai encaminhar para a Ferroeste e os municípios envolvidos no projeto o Termo de Referência do estudo que está pronto para receber as contribuições da região. ¨Há recursos do Governo Federal para o projeto que poderão ser complementados¨. Adiantou Gomes. Segundo ele, a adesão das universidades vai ajudar a otimizar os recursos disponíveis para os estudos. ¨Certamente sem as universidades seria muito mais caro¨, disse. ¨Não tenho dúvida de que o processo iniciado hoje concretizará este trem¨. A cidade de Apucarana está revindicando que as linhas tenham extensão até a cidade prevendo um crescimento maior para o municipio para os próximos 20 anos. A comunidade empresarial ainda não se mobilizou quanto a questão.
O prefeito de Maringá, Sílvio Barros, afirmou que o rebaixamento da linha férrea na região central preparou a cidade para o trem de passageiros. ¨A situação urbana é muito boa porque ficou espaço para implantar a linha de passageiros junto com o trem de carga¨, disse. No estudo do BNDES, o eixo ferroviário Maringá-Londrina está em segundo lugar no ranking de viabilidade sócio-econômica da implantação do projeto entre quinze trajetos em várias partes do país. O presidente da Urbamar, órgão gestor do urbanismo em Maringá, Fernando Camargo, considerou a reunião de ¨fundamental importância e um passo importante junto ao Governo Federal¨.
REUNIÃO – A reativação do trem de passageiros Londrina-Maringá, discutida ontem na Universidade Estadual (UEM), ¨é um sonho muito antigo¨, disse hoje em Curitiba o secretário do Planejamento, Enio Verri. ¨Acredito que a retomada desse debate e, em especial, a efetivação desse projeto para a nossa região ,vai fazer uma grande diferença para o desenvolvimento turístico, que é muito importante, mas também na geração de empregos e na criação de novas oportunidades de investimentos não só para Maringá e Londrina, mas também para os 13 municípios que vão serão beneficiados”, afirma o secretário.
¨Na época que fui secretário municipal da Fazenda em Maringá, no período 2000 a 2004, começamos esse debate, junto com os municípios que compõem a região que seria atingida pelo tráfego ferroviário¨, lembra Verri. ¨Tínhamos os estudos do BNDES e tivemos uma atenção especial do Codem- Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá, e nós já julgávamos que o projeto iria dinamizar muito a economia de toda essa região¨.
O presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, informou que a partir da reunião desta quarta-feira, em Maringá, será formado um grupo de estudos para desenvolver o projeto, suas metas e a demanda de passageiros a partir da mobilidade existente nas regiões conurbadas de Maringá, Londrina e comunidades existentes entre as duas cidades-pólo. ¨Estamos inseridos numa política nacional de retorno dos trens regionais de passageiros e nossa expectativa é de que o estudo fique pronto em seis meses¨, disse Gomes.
De acordo com Samuel Gomes, o ponto de partida será o estudo feito pela COPPE/UFRJ a pedido do BNDES em 2000. Pelo projeto original, o trem pé-vermelho percorrerá treze municípios, numa extensão de 125 quilômetros..¨Vamos atualizar o projeto¨, explica o dirigente da ferrovia, ¨será praticamente um novo estudo¨. Gomes acredita que num primeiro momento a linha de passageiros utilizará a ferrovia existente de cargas. ¨Dependendo da demanda do transporte de cargas haverá um espaço maior ou menor para o transporte de passageiros¨, esclarece.

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