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2009Para obter os resultados foram ouvidos 512 meninos, com idade entre 12 e 17 anos. Com as respostas foi constatado que 22% deles começaram a beber aos treze anos e 15%, aos onze anos de idade.
O Centro Brasileiro de Informação sobre drogas psicotrópicas (Cebrid), por exemplo, divulgou que nos últimos quatro anos aumentou em 50% o número de mulheres que ingerem bebidas alcoólicas no Brasil; o que chama a atenção é que essas mulheres são cada vez mais novas, com idade entre 12 e 17 anos. A pesquisa do Cebrid revela também que é na região Nordeste do País que se concentra o maior índice de dependentes alcoólicos.
De acordo com Rane Félix, membro da coordenação de saúde mental, álcool e drogas da Prefeitura de Fortaleza, no Ceará, desde criança, as pessoas têm contato com bebidas. “A gente cresce em contato com o álcool. Nas festas familiares sempre têm bebidas que são associadas à comemoração”, diz. Ela ainda ressalta o estímulo da mídia e das propagandas de cervejarias que associam o consumo da bebida à beleza.
“É uma questão cultural”, afirma Rane. Ela lembra que o uso do álcool não é algo novo, porém, é preciso ter cuidado com os excessos. Outro fator preocupante é quando o hábito vira vício. Segundo os especialistas, o vício alcoólico é uma doença que não é diagnosticada rapidamente e a maioria dos pacientes demora a procurar ajuda, por não enxergar que está dependente.
As consequências e os perigos do abuso de ingestão de bebidas alcoólicas foram mostrados por um estudo da Ong Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa). A pesquisa afirmou que o excesso de álcool no organismo provoca sérios problemas ao sistema nervoso central e cardiovascular, estando associado à incidência de câncer e doenças hepáticas.
Segundo Rane, para evitar que os jovens consumam esse tipo de bebida é necessário investir em programas de prevenção, substituindo o prazer provocado pelo álcool a outras atividades.